Traumatização Vicariante em tempos de pandemia – Gastão Ribeiro

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A Traumatização vicariante é um novo conceito que as pessoas que trabalham com traumas e combate a violência. O Trauma Vicariante é aquele que acontece pela exposição a histórias traumáticas de outra pessoa. Ao escutar um trauma, ou a exposição a notícias terríveis, a pessoa entra em desamparo, faz um pequeno congelamento e faz a formação de um Trauma. Isso foi inicialmente estudado entre conselheiros, líderes religiosos e profissionais médicos trabalhando em países em guerra.

Apesar das pessoas nunca terem sido submetidos a um bombardeio, tiros ou ataque militar, a pandemia, ao ligar os órgãos de notícia começam a escutar a mesma história várias vezes, caixões, enterros, relato de pessoas desesperadas que o vão causar o Trauma Vicariante. E isso parece ter um efeito cumulativo causando medo, raiva ou sofrimento emocional no indivíduo que escutou a mesma história várias vezes, apesar de, talvez, ele não ter sofrido o trauma inicial.

O trauma vicariante é resultado e processo do compromisso empático entre as pessoas e as notícias veiculadas, que lidando tão próxima e frequentemente com situações de intenso impacto emocional negativo, levam com que a pessoa empaticamente experiencie situações traumáticas.

A partir disto surgem respostas fisiológicas e tensões emocionais fora do comum perante o relato de situações traumáticas, sintomas de alerta crescente, fantasias, imagens e sonhos associados ao trauma e esforços para o evitamento de pensamentos/sentimentos relacionados com situações traumáticas, são alguns dos indícios de um possível trauma vicariante.

Os exemplos mais comuns onde ocorre o Trauma Vicariante são: testemunhar um acidente de automóvel, ouvir um sobrevivente contar sua história a um desastre natural, ou a um trauma sexual, ou assistir a eventos horripilantes na televisão. Em nenhuma destas experiências a pessoa que está escutando ou assistindo está em perigo, mas mesmo assim, após ouvir ou assistir as experiências traumáticas de alguém elas ficam assustadas, têm lembranças perturbadoras ou pesadelos sobre o evento.

Nestes momentos de Epidemia, evite as programações de televisão mais chocantes, procure ver uma série, meditar, yoga, fazer exercícios de Cardio Mind e Coerência Cardíaca. Isto não quer dizer ficar alienado, mas sim procurar notícias sérias e sem muito sensacionalismo. Protejam as crianças e adolescentes jovens destas programações sensacionalistas. Cuidem-se.

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